Texto dissertativo sobre um dos textos (prosa/ poesia)

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COMENTÁRIO SOBRE TEXTO PROSA OU POESIA
Postagem de texto dissertativo sobre um dos textos (prosa/ poesia) que mais chamou atenção e destacar sua relevância para a formação do leitor.

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  1. Através da leitura da poesia “Retrato” de Cecília Meireles se faz perceptível o jogo que é proposto por meio deste gênero, pois a leitura de poesia permite a ampliação e descoberta de sensações e sentimentos inéditos. A poesia de Cecília Meireles proporciona ao leitor a percepção do quanto à vida é efêmera, enfatizando a passagem de tempo, a transitoriedade da vida. Por meio da melancolia presente no poema, é possível perceber que a mudança ocorrida com o personagem é uma mudança ocorrida tanto no íntimo, na personalidade, quanto no físico, mesmo que tenha ocorrido de modo quase imperceptível. A percepção de toda esta transformação percebida pelo leitor ocasiona sentimentos fortes e marcantes, pois ao perceber com melancolia a rapidez pela qual as transformações ocorrem em sua vida o impulsiona a reflexão da importância da vida. Nesse sentido, adentra na significação do poema a relação entre o leitor e o texto, e também o contexto psicológico que o leitor perpassa, pois terá forte influência na identificação com o texto, que propiciará o jogo de comunicação que resultará na significação dada pelo leitor ao texto. Ao enfocar na terceira estrofe os olhos tão vazios, o leitor percebe a relação dos sofrimentos e experiências presentes na vida, embora compreendam através do poema a negação da percepção de mudanças. Ao descrever seu coração que se refere aos sentimentos, que, atualmente estão retraídos, escondidos, diferentemente de antes quando eram mostrados, expostos e como é dito no quarto verso. Ao ler esta poesia de Meireles torna-se marcante para os sentidos do leitor a percepção da passagem rápida do ser humano no mundo e do fim que é certo, mas nunca esperado e sempre adiado. Permite então ao leitor um conflito com seus pensamentos que resultam na formulação de novos conceitos.

  2. O poema que mais me chamou atenção foi: Para Sempre, do autor Carlos Drummond de Andrade, nesta poesia o autor fala sobre a perda e do amor que tinha pela sua mãe. O poema também nos leva a refletir a grande importância que uma mãe tem em nossas vidas, e nos mostra que apesar dela nunca nos abandonar e seu amor ser para sempre, infelizmente um dia, ela terá que ir-se embora. No poema o autor questiona sobre a perda da sua mãe, perguntando o porquê que Deus permite que as mães vão-se embora?

    Sabemos que a perda de uma pessoa querida é sempre muito dolorosa, sentimos um vazio enorme, ficamos com um buraco que se instala no nosso peito, porém Drummond fala que morrer acontece, mas nossa mãe em sua graça, é eterna, jamais será esquecida como algo breve que vai embora sem deixar vestígio, pois mãe é para sempre, é a luz que não apaga e não tem limite. Mãe, é aquela que nos deu a vida, é quem nos ama incondicionalmente, onde com seu amor nos leva a andar por caminho mais floridos, tornando nossa vida mais valiosa, nos leva a ser feliz, e sem pedir nada em troca se esforça para nos dar tudo que for preciso. É ela que nos faz entender toda a poesia, nos prova que o amor existe, e nos mostra que ele é o sentimento mais sublime, ao nos dar seu amor mais sincero e singelo, nos amando mesmo antes de nós chegamos ao mundo. É ela quem acompanha nosso crescimento, nos ensinando e ajudando a ser quem somos hoje. Temos dentro de nos, cada detalhe dela, jamais será esquecida amanhã, mãe é para sempre.

    O autor conclui seu poema falando que se fosse o rei do mundo, aplicaria uma lei, onde as mães não morriam nunca, ficariam sempre junto de seus filhos, que eles mesmos grandes e crescidos, seriam pequeninos, feito grão de milho. O quão bom seria se essa lei fosse cumprida, Pois é você mãe, a mais bela literatura de amor.

    Mas talvez seja preciso ser assim, da forma que é, para que possamos aprender a valoriza-la mais em vida e aproveitar todo tempo que há para ficarmos ao seu lado, e agradecer todos os dias por todo bem que ela nos proporciona, pelo seu carinho, por toda sua dedicação, seu amor.

    Referencia: Carlos Drummond de Andrade, in Lição de Coisas (1962)
    (Também disponível em: http://pensador.uol.com.br/frase/MjIzNzAz/ Acessado em 23/11/11).

  3. A poesia infantil de Cecília Meireles “A avó do menino” que está no livro “Ou isto ou aquilo” me achou atenção, pois com ela podemos trabalhar com as crianças alfabetizando, com o objetivo de fazer com que os alunos reconheçam as capacidades das unidades fonoaudiológicas e pensar no significante sonoro, já que é uma poesia com rimas e ritmo.
    A poesia infantil é um excelente gênero para dar início a tarefa de despertar o gosto pela leitura das crianças, pois a poesia é o único gênero capaz de despertar leitores em qualquer fase ou faixa etária de leitura.
    O vínculo da criança com o texto poético começa cedo. O jogo de palavras, o ritmo, a sonoridade que fazem o encanto do texto poético são também apreciados pelas crianças desde cedo. A aprendizagem pode ganhar um toque especial por intermédio do ensino da poesia, pois a criança tem afinidade com o humor, com a fantasia, com o lúdico e com o belo.
    Para sua formação leitora, é importante que a criança conheça livros de poesias, diferentes dos pedagógicos, usados na maioria das escolas, pois a poesia proporciona ao pequeno leitor oportunidade de vivenciar a história e as emoções, colocando em ação a capacidade de imaginação e permitindo uma visão mais abrangente do mundo.
    Por isso é importante chamar a atenção para o fato de que, sendo a escola um espaço privilegiado de formação de leitores, é importante que ela ofereça diversidade de autores e textos, já que é na escola através dos professores que as crianças têm o seu primeiro ou ate o único contato com a literatura.

    A Avó do Menino

    A avó
    vive só.
    Na casa da avó
    o galo liró
    faz “cocorocó!”
    A avó bate pão-de-ló
    E anda um vento-t-o-tó
    Na cortina de filó.
    A avó
    vive só.
    Mas se o neto meninó
    Mas se o neto Ricardó
    Mas se o neto travessó
    Vai à casa da avó,
    Os dois jogam dominó.

    Cecília Meireles

    Fonte: http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_infantil/cecilia_meireles.html

  4. RECEITA DE ACORDAR PALAVRAS

    PALAVRAS SÃO COMO ESTRELAS
    FACAS OU FLORES
    ELAS TÊM RAÍZES, PÉTALAS, ESPINHOS
    SÃO LISAS, ÁSPERAS, LEVES OU DENSAS
    PARA ACORDÁ-LAS BASTA UM SOPRO
    EM SUA ALMA
    E COMO PÁSSAROS
    VÃO ENCONTRAR SEU CAMINHO

    MURRAY, Roseana. Receitas de Olhar. Ilustrações de Elvira Vigna. São Paulo: FTD, 1992.

    Estarei expondo no presente espaço algumas considerações a respeito da poesia Receita de acordar palavras de Roseana Murray. Gostaria de salientar antes de tudo que eu já tinha me deparado com essa poesia há muito tempo atrás, mais precisamente durante uma visita que eu fiz na biblioteca da escola que eu estudava no Ensino Fundamental. Após a leitura da mesma observei que não se tratava de uma receita convencional com medidas e ingredientes comuns, tratava-se de uma receita que sugere o despertar dos sentimentos, que mostrava a importância das palavras e do cuidado que se deve ter quando usá-las, pois as mesmas podem representar um instrumento delicado ou que podem ferir quem as lê ou escuta. A autora em sua poesia traz uma reflexão acerca das palavras, isto é, usamos desmedidamente elas, porém, não as valorizamos muitas vezes e nem o contexto em que se aplicam. Certas vezes, não percebemos de fato a sua utilidade e não olhamos elas como fonte de liberdade. Palavras são o melhor meio de expor o que vem de nossa alma. É importante para o leitor se dar conta dessa importância, pois nessa receita vemos que as palavras expressam sensações, emoções, descobertas e idéias. O encontro com a cultura e com a leitura se dá pelas palavras e não podemos viver sem ambas. Nesse sentido, é relevante que o sujeito entenda o papel das palavras nas nossas vidas e que para acordá-las é preciso apenas deixar o que vem à tona da alma, onde as mesmas tomarão um percurso a trilhar seja em uma declaração, em um bilhete, conversa ou numa poesia. Quando permitimos isso conseguimos resolver conflitos e atingir objetivos.

  5. A poesia que mais me chamou a atenção foi é da autoria de Marcial Salaverry, e tal poesia fala a respeito da felicidade, e do quanto nós seres humanos a buscamos, seja por meio de um amor, que seja recíproco, que seja verdadeiro, como também por meio da realização de um antigo sonho que poderia inclusive ser quase impossível de se realizar, de alcançar os objetivos.
    É possível perceber com esta poesia, o quanto nós procuramos alcançar a felicidade, e o quanto a mesma é importante para nós, como também, destaco da importância que autora deu ao amor em sua poesia, onde, percebemos a relevância que é dada a este sentimento. Se pararmos para pensar, tudo gira em torno do amor, dos sentimentos, é possível vê-lo tanto em prosas quanto em poesias, tanto em músicas, quanto em novelas, e assim o amor ganha um papel de destaque, onde como a própria autora coloca que para termos a necessidade de obtermos a felicidade é necessário que vivamos um amor de verdade, e é isso que todo o ser humano busca, um amor que nos faça ultrapassar limites, correr riscos, um amor de verdade.
    Além disso, destaco a necessidade do “fazer o bem”, como por exemplo, ajudar os outros sem esperar receber nada em troca, é amar ao próximo, é fazer com que no que ajudamos os outros, seja em quaisquer aspecto, também atingimos a felicidade, onde nós devemos viver a vida de forma que possamos utilizar as nossas vidas, as nossas energias para fazer o bem.
    E, é desta forma que alcançaremos os nossos sonhos, onde o ator principal, é a busca pela felicidade de forma incessante, que mesmo com os percalços da vida, continuamos a seguir em frente, a procura da felicidade.
    Desta forma, posso dizer que esta poesia me fez sobre o conceito de felicidade que eu carrego, me fez questionar se isto é realmente felicidade, e onde encontrar a mesma.
    Referência: Marcial Salaverry, Felicidade é o sonho da vida.
    (disponível em: http://www.prosaepoesia.com.br/mostra.asp?cod=5630)

  6. A poesia que mais me chamou atenção foi A Biblioteca Verde de Carlos Drummond de Andrade. A Biblioteca Verde é uma coleção antiga de produções literárias, composta por 24 obras dos autores mais famosos dos tempos antigo, medieval e moderno. Não se sabe exatamente quem organizou, nem quando e onde foi impressa e distribuída essas coleções.
    O poema de Drummond é uma homenagem a esta coleção, o poema fala do desejo de Drummond em possui a Biblioteca verde, como pode ser visto neste trecho: “Papai, me compra a Biblioteca Internacional de Obras Célebres. São só 24 volumes encadernados em percalina verde. Meu filho, é livro demais para uma criança. Compra assim mesmo, pai, eu cresço logo. Quando crescer eu compro. Agora não. Papai, me compra agora. É em percalina verde, só 24 volumes. Compra, compra, compra.”
    É interessante pensar na questão, por que Carlos se interessaria por uma coleção de 24 livros? Mas o que é bem perceptível é sua vontade de ler, sua cede por conhecimento, como pode ser visto neste trecho: “Amanhã começo a ler. Agora não. Agora quero ver figuras. Todas. Templo de Tebas. Osíris, Medusa, Apolo nu, Vênus nua… Nossa Senhora, tem disso nos livros? Depressa, as letras. Careço ler tudo.”
    A partir disso nota-se que tanto na leitura do texto escrito quanto das imagens, Drummond ficou curioso, mas ao mesmo tempo espantado com tudo que estava vendo e lendo. Ele estava muito envolvido na leitura e a adorando também, A sua grande vontade de adquirir conhecimento através da biblioteca é observada no ponto onde ele diz: “Tudo que sei é ela que me ensina. O que saberei, o que não saberei nunca, está na Biblioteca…”.
    Eu adorei o poema, ele mostra que algumas crianças têm vontade de fazer coisas que não imaginamos que elas sejam capazes, mas que não é pelo fato de nunca ter passado pela nossa mente que tal fato poderia acontecer que não iremos estimular o desejo de conhecimento que essas crianças têm. Pelo contrário, é a partir dessa vontade que temos que incentivá-las para que se tornem leitoras, críticas, capazes de explicar o que estão lendo.

    Fonte do poema: http://lerparacrer.wordpress.com/tag/biblioteca-verde/

  7. MORAIS, Vinicius. Soneto de Fidelidade. Antologia poética. Rio de Janeiro, Ed. do autor, 1965.

    Fazer um poema é falar com o coração. O Poeta de Literatura Brasileira Vinicius de Morais tem esse poder.
    Em suas obras poéticas ele fala ao amor e sobre o amor. O poema “Soneto de Fidelidade” de Vinicius traduz todo sentimento e encantamento que pode ser expresso com palavras, tendo o poder de fazer o leitor viajar e desejar ser amado.
    Em forma de soneto, ou seja, de melodia sonora, ele coloca o amor em 14 versos que são formados por dois quartetos e dois tercetos. Nessa obra magnífica, Vinicius leva a refletir sobre um dos maiores sentimentos existentes e capaz de mudar uma vida, o amor.
    Percebe-se que ele ao escrever esse poema, referencia o amor que sente pela mulher amada, ao mesmo tempo em que se preocupa em pensar também na angústia que é viver solitário se um dia vier a separar-se ou por causa da morte ou pelo fim do amor.
    Pode-se sentir nos versos a mistura de alegria e dor, nos levando a mergulhar, a fazer uma viagem dentro de nós mesmos sobre o que é o verdadeiro sentido de amar que nos causa essa sensação de insegurança diante do sentimento mais envolvente e apaixonante que se pode sentir o desejo de viver esse amor e de perdê-lo.
    O autor faz promessas de viver intensamente esse amor tanto nas horas tristes ou alegres, como um amor que mesmo não sendo para sempre, seja maravilhoso, especial enquanto durar. O poema de Vinicius nos provoca a refletir, pensar no que o poeta quer transmitir ao expressar um amor tão intenso, apressado e ao mesmo tempo suave, possuindo uma áurea de mistério, que têm urgência em ser entendido, em ser praticado, em ser vivido.
    A leitura de poema tem o poder de construir no ser humano, o lado mais bonito e complexo que é ascender o sentimento, é brincar com as palavras, com a linguagem num ritmo de sons em busca de significados ao mesmo tempo em que leva o leitor a desvendar, leva a refletir sobre o que se lê. Proporcionando, desse modo, tanto o desenvolvimento da percepção quanto da imaginação. Assim, percebe-se que a prática da vivência com a linguagem poética contribui para o amadurecimento emocional e cultural da criança, além de permitir com isso, que a criança construa sua autonomia. Isso nos leva a mais uma reflexão: Se todas as pessoas lessem um poema por dia, talvez tivéssemos um mundo menos violento e com mais paz, pois o que falta nas pessoas é o amor.

  8. Lendo o poema “Ou isto ou aquilo” da autora Cecília Meireles, que diz “Ou se tem chuva e não se tem sol, ou se tem sol e não se tem chuva! Ou se calça a luva e não se põe o anel, ou se põe o anel e não se calça a luva! Quem sobe nos ares não fica no chão, quem fica no chão não sobe nos ares. É uma grande pena que não se possa estar ao mesmo tempo nos dois lugares! Ou guardo o dinheiro e não compro o doce, ou compro o doce e gasto o dinheiro. Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo…e vivo escolhendo o dia inteiro! Não sei se brinco, não sei se estudo, se saio correndo ou fico tranqüilo. Mas não consegui entender ainda qual é melhor: se é isto ou aquilo”. Pude me deliciar com essa maravilhosa leitura, que oferece ao leitor um momento reflexivo. Reflexão esta que me proporcionou pensar sobre as particularidades do ato de escolher, a leitura se torna agradável pelo fato de ser uma linguagem de fácil compreensão e com características semelhantes ao nosso dia-a-dia, estamos em todos os momentos fazendo escolhas, as decisões nem sempre são as melhores, mas temos que abrir mão de algumas coisas para ficar com as nossas decisões, o título já começa a trazendo a idéia de escolha, ou isso ou aquilo, ou seja, tudo depende do que escolhemos, não dar para fazermos e termos duas coisas ao mesmo tempo. Então temos que escolher o que achamos que seja o melhor no momento, abrindo mão de outras coisas que aparentemente no momento não tenha tanta importância quanto as nossas ações.

    Fonte: http://zezepina.utopia.com.br/poesia/poesia128.html

  9. Irei comentar sobre a poesia Saudade, de Pablo Neruda.
    Essa poesia me chamou muito atenção pelo fato de expressar a saudade de varias maneiras.
    Fala da saudade do amor que foi embora, do passado, das coisas que não existem mais, saudade das pessoas que ja morreram e apesar de todas essas saudades ainda diz que é melhor sentir uma saudade do que não ter por quem sentir saudades.
    O interessante é que o autor consegue colocar na sua poesia, as diversas faces da saudade, e por isso acredito que quem a ler, vai se sentir de certa forma, tocado por ja ter experimentado alguns desses lados onde a saudade é permitida.
    Essa poesia consegue representar pelas palavras o sentimento de varias pessoas ao mesmo tempo. Ela me levou a refletir sobre como é bom ter saudade, e isso não precisa ser um sofrimento.
    Essa poesia pode passar o sentimento de conforto a alguem, que não se conforma por ter perdido algo. É simplesmente magnifica esse poder que uma poesia tem.

    Saudade

    Saudade é solidão acompanhada,
    é quando o amor ainda não foi embora,
    mas o amado já…

    Saudade é amar um passado que ainda não passou,
    é recusar um presente que nos machuca,
    é não ver o futuro que nos convida…

    Saudade é sentir que existe o que não existe mais…

    Saudade é o inferno dos que perderam,
    é a dor dos que ficaram para trás,
    é o gosto de morte na boca dos que continuam…

    Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
    aquela que nunca amou.

    E esse é o maior dos sofrimentos:
    não ter por quem sentir saudades,
    passar pela vida e não viver.

    O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.

    Disponível em: http://pensador.uol.com.br/frase/MjQwMTkx/

  10. Poesia “LEITURA” de Adélia Prado

    Adélia Prado nasceu na cidade de Divinópolis/MG, em 13 de dezembro de 1935, filha do ferroviário João do Prado Filho e de Ana Clotilde Corrêa. Fez o curso de magistério na Escola Normal Mário Casassanta e depois o curso de Filosofia na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Divinópolis. Casou-se com José Assunção de Freitas, com quem teve cinco filhos. Adélia escreve seus primeiros versos após a morte de sua mãe em 1950. Seus textos retratam o cotidiano com perplexidade e encanto, norteados pela fé cristã e pelo aspecto lúdico, características de seu estilo único.
    Dentre suas poesias, destaco “Leitura”, da antologia Poesia Reunida publicada em 1991. Nesta poesia, Adélia Prado, nos faz refletir sobre uma nova leitura de mundo, voltada para a simplicidade dos acontecimentos e das relações com as outras pessoas.
    Ao falar de lugares simples do nosso cotidiano, como “um quintal ensolarado”, “as macieiras tinham maças temporãs” e “ao longo do muro eram talhas de barro”, nos instiga a pensar sobre a simplicidade dos acontecimentos e o pouco tempo que, atualmente, temos para apreciar o sabor e o valor dos momentos proporcionados por uma vida simples, porém com significado. Quando a autora fala sobre a sua relação com seu pai (pessoa de imensa alegria e vigor para viver), – “Depois encontrei meu pai, que me fez festa e não estava doente e nem tinha morrido, por isso ria” – nos faz refletir, sobre as relações interpessoais, pois mostra que, o simples fato de estar vivo e ter pessoas a volta já são motivos suficientes para ser feliz. No final da poesia, a autora revela: “Eu sempre sonho que uma coisa gera, nunca nada está morto”, dando assim, vida a todos os fatos e acontecimento da vida.
    Na leitura, há momentos que leva o leitor a imaginar paisagens, objetos e pessoas, pois existe muita riqueza nos detalhes trazidos pela autora, despertando a imaginação e a criatividade do leitor.
    Nesta poesia, percebemos a singela forma como Adélia Prado trata os momentos e a celebração da vida, onde é necessário pouco para a felicidade. Ao ler, o leitor sente-se contagiado pela energia e vida que emana dela, levando-o a uma reflexão mais profunda sobre a felicidade e como vemos o mundo ao nosso redor, contribuindo para tornar sua leitura mais reflexiva, significativa, lúdica e emocional.

    Referência
    PRADO, Adélia. Poesia reunida. 10. ed. São Paulo: Siciliano, 2001.

  11. Entre tantas poemas lindos de Cecília Meireles o que mas me chamou a atenção nesse momento foi o poema “ o amor” , que nele a autora consegue descrever em simples e belas palavras o que e o amor; a autora me fez refletir sobre o amor e compreender que e um sentimentos que muitos tem medos e outros sonha em ter, sentimento este forte e incontrolável, mas que no fundo todos querem ter, dar forma que for, amor muito ou pouco mas, sempre lutamos e buscamos a felicidade um amor verdadeiro.
    O Amor…

    É difícil para os indecisos.
    É assustador para os medrosos.
    Avassalador para os apaixonados!
    Mas, os vencedores no amor são os
    fortes.
    Os que sabem o que querem e querem o que têm!
    Sonhar um sonho a dois,
    e nunca desistir da busca de ser feliz,
    é para poucos!!”
    Cecília Meireles

    Fonte : http://pensador.uol.com.br/cecilia_meireles_poemas/

  12. SANTOS, Joel Rufino. O presente de Ossanha. Global, 2006.

    O livro “O presente de Ossanha” de Joel Rufino dos Santos (2006) apresenta em seu enredo uma história que se passou há mais de cem anos no Brasil. Fala de amizade de dois meninos, um branco que se chamava Ricardo e era filho do dono do engenho, e um negro e escravo que já não sabiam o nome e chamavam de “moleque”. Ao se perder no mato à procura de passarinhos, moleque encontra Ossanha que o presenteia com um pássaro cora, raríssimo de se pegar e que possui um belo canto, com esse pássaro moleque encontra a liberdade. É vendido pelo senhor de engenho a contragosto de Ricardo, que percebera que há tempos era escravo do sentimento que nutria por moleque.
    A narrativa possui uma linguagem literária rica de sentidos e significados, apresenta ficcionalidade dado que a história representa mais uma lenda do que um fato que realmente ocorreu; uma função estética, pois a partir da leitura é possível imaginar as cenas relatadas, bem como uma possibilidade de plurissignificação em que dependendo da subjetividade do leitor abrem-se as oportunidades de enxergar a história escrita por outras perspectivas, criar e recriar significados à história a cada leitura realizada. Há que se observar também o trabalho do ilustrador Maurício Veneza que utiliza de diversos artifícios da imagem para auxiliar na função desta, não só como apoio à história, mas também como possibilidade de outras leituras.
    Pelas razões explicitadas e outras como a contribuição da cultura negra, a exploração no período da escravidão no Brasil, a abordagem dos sentimentos, bem como a leitura de literatura em sala de aula são as motivações e benefícios incutidos no ato de ler “O presente de Ossanha”.
    Joel Rufino dos Santos é carioca, negro, historiador, professor e escritor brasileiro. Cresceu apreciando leitura de histórias em quadrinhos. Foi exilado por suas idéias contrárias à ditadura militar. É doutor em Comunicação e Cultura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Tem extensa obra publicada entre livros infantis, didáticos, paradidáticos e outros. Ganhou por diversas vezes o Prêmio Jabuti de Literatura, o mais importante da área no país.

    Luizianna Cordeiro de Oliveira, graduanda do Curso de Pedagogia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)

  13. Na apreciação do soneto de Camões “Amor é fogo que arde sem se ver”, nos deparamos com esse mesmo amor na centralidade de sua admirável poesia. O sentimento do amor é grandioso e ao mesmo tempo inexplicável. Esse amor que nos parece contraditório pode explicar tudo.
    O amor consome o egoismo,mas sem medida, pode levar à loucura. Entendo como loucura um puro ato de amor que desafia o pensamento e a razão humana,que vão além do que a mediocridade humana pode conceber. Esse soneto nos revela que é enganadora a expressão “o amor é cego”,pois, só o amor pode ver além do olhar humano. Quem nunca amou? Vale fazer então uma alerta:há amores e há Amor. Camões faz o desafio dos leitores descobrirem o Amor com letra maiuscula.Somente este “Amor” curará nossa sede de amor.
    Anseamos por explicações demais,porém o amor não se explica mas se sente,se ressente e se vivencia.Se os homens aprendessem o verdadeiro sentido do amor, não se afogariam na tristeza e na insaciedade.
    Camões fala do amor fazendo um paralelo do amor humano com o divino,do carnal e espiritual,do saudável e do doentio,simplismente porque o homem vive essa realidade,cava essa busca e por vezes acerta e erra.
    O amor não se refere somente ao herótico,mas ao sentimento da verdade,da amizade e da cumplicidade.
    Para tentarmos experienciar é melhor apelar para o poeta e adentramos na profundidade de suas palavras:
    Amor é fogo que arde sem se ver

    Amor é fogo que arde sem se ver;
    É ferida que dói e não se sente;
    É um contentamento descontente;
    É dor que desatina sem doer;

    É um não querer mais que bem querer;
    É solitário andar por entre a gente;
    É nunca contentar-se de contente;
    É cuidar que se ganha em se perder;

    É querer estar preso por vontade;
    É servir a quem vence, o vencedor;
    É ter com quem nos mata lealdade.

    Mas como causar pode seu favor
    Nos corações humanos amizade,
    Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

    Luís de Camões

    Disponível em : http://users.isr.ist.utl.pt/~cfb/VdS/v301.txt

  14. PINTO, Ziraldo Alves. Menina Nina: duas razões para não chorar. Ilustrações do autor. São Paulo: Melhoramentos, 2002.

    Menina Nina: duas razões para não chorar é uma narrativa triste, porém comovente e esperançosa, fala da morte de uma forma poética e delicada, numa linguagem simples que mescla dor e esperança. Nela, Ziraldo conta a história de Vovó Vivi e Menina Nina com a propriedade de quem vivenciou os momentos de felicidade de avó e neta que mais parecem duas boas amigas.
    A história começa com o nascimento de Nina e com a expressa alegria que Vovó Vivi experimenta de ser mãe de outra mãe que nem uma “matriosca” – uma boneca que tem dentro de si outra boneca que tem em seu interior outra boneca também. Assim, Vovó Vivi sente o maior orgulho de sua netinha e se encanta com suas invenções, seus desenhos, suas brincadeiras. Menina Nina também se vislumbra com as coisas de Vovó, suas caixinhas coloridas e bordadas, suas fotografias antigas, é tanto o encantamento que Nina quer mesmo ser a vovó quando crescer, pois acha que já foi ela um dia.
    Até então a narrativa vem sendo contada de uma forma alegre e suave, mas eis que surge a dor da perda, assim, de repente, do dia para a noite. As próprias ilustrações do livro que antes eram grandes e coloridas tornam-se mais escuras, mais densas e em algumas páginas até não aparecem, dando margem à imaginação do leitor e as suas emoções. Nas últimas páginas do livro as ilustrações reaparecem para enriquecer as duas razões que Menina Nina tem para não chorar a perda de Vovó Vivi.
    Menina Nina desperta no leitor fortes emoções e com grande delicadeza, ensina às crianças que por mais difícil que seja perder alguém que amamos, a vida continua. Por fim, pode-se dizer que essa história traz um contributo à formação do leitor na medida em que envolve intelectual, emocional e imaginativamente pelos processos de viver temporariamente os conflitos, angústias e alegrias dos personagens do texto, multiplicando as experiências e relacionando com as suas próprias vivências de mundo.
    Ziraldo é cartunista, chargista, pintor, dramaturgo, escritor, humorista e jornalista. Criador de personagens famosos como Menino Maluquinho, atualmente é um dos mais aclamados escritores de literatura infantil do Brasil e ganhador de importantes prêmios. O livro Menina Nina: duas razões para não chorar foi escrito em homenagem a sua mulher – Vilma – que faleceu de um infarto durante uma noite de sono. Nina é uma das cinco netas do autor.

  15. Mãe é quem ama e cuida

    Anjo dotado de plena candura,
    Comigo estás em todos os momentos,
    Com amor ensina-me que a vida é dura,
    E na distância cuida em pensamento,

    E mesmo nessas noites mais escuras,
    Protegia-me do frio e até do vento,
    E sempre gentil, com palavras puras,
    Dizia-me: “Dorme, meu contentamento”.

    Suas canções de ninar, eu nunca esqueço,
    Testemunhadas pela linda lua,
    Vejo-te ainda a cantar no meu berço…

    O X no cromossomo é herança sua
    ,E mesmo que não fosse, nem um terço,
    Ainda amar-te-ia Mãe com muito apreço.

    de Thiago Aécio de Sousa

    Dentre uma variedade de poesia de vários escritores famosos sobre mães eu escolhi essa mencionada acima. Por ser uma poesia de linguagem fácil e assim como a sua linguagem simples ela transmite uma emoção simples, mas complexa que é o amor de mãe. Pois não há amor mais puro e completo do que o amor de mãe.
    Todavia o mais interessante dessa poesia é o fato dela deixa implícito e explicitamente uma cumplicidade de afeto entre filho (a) e mãe, à vista disso o autor descreve por meio de um soneto, isto é, uma poesia formada por dois quartetos e dois tercetos com rimas cruzadas ou intercaladas um afeto denominado de amor recíproco. Porque a palavra amor é a que melhor encaixa dentre os tipos de sentimentos humanos para melhor desiguinar a afeição de mãe e prole.
    É uma poesia de mãe não apenas mãe do sentido genético, mas também, mãe que cuida que ama. Algo de estrema importância para a emoção do poema, pois deixa claro a subjetividade do ser humano, mesmo não tendo gerado o ser no ventre esse ser humano é capaz de amar um indivíduo com a mesma intensidade que se tivesse gerado no seu ventre.
    O gênero poesia é predominantemente subjetivo, ou seja, é um gênero que transmite emoção, sensibilidade, afetividade e emotividade no leitor e autor. Em função disso, essa poesia pelo fato de ser sobre mãe e também por ser composta de uma linguagem simples provavelmente quando trabalhada em sala de aula no processo de formação do leitor vai desempenhar uma boa apropriação desse gênero ao leitor, porque o sentimento de amor de mãe é vivido em todo ser humano. Então fica notório o envolvimento e o prazer do leitor por determinado tipo de gênero, já que esse já possui conhecimento- vive ou já viveu a emoção do sentimento de amor de mãe- prévio sobre o gênero em questão.

    Referencia: http://www.pucrs.br/mj/poema-mae-175.php

  16. Retrato
    Eu não tinha este rosto de hoje,
    assim calmo, assim triste, assim magro
    nem estes olhos tão vazios,
    nem o lábio amargo.

    Eu não tinha estas mãos sem força,
    tão paradas e frias e mortas;
    eu não tinha este coração
    que nem se mostra.

    Eu não dei por esta mudança,
    tão simples, tão certa, tão fácil:
    — em que espelho ficou perdida
    a minha face?

    (Cecília Meireles)

    Tive contato há algum tempo com o poema “Retrato” de Cecília Meireles. Este me toca profundamente. O Eu lírico vai tecendo em um jogo de belas palavras em um tom sereno, sobre as mudanças, as transformações físicas, psicológicas e emocionais que ocorrem ao longo da vida, envolvendo o leitor com alguém que já não se reconhece mais como a mesma, nos envolvendo e nos fazendo imaginar por quais circunstâncias da vida essa personagem passou, quais os motivos que a fizeram não perceber a fugacidade do tempo, descrevendo o seu “retrato” de si mesma, mencionando mudança “tão simples, tão certa, tão fácil…”, e tão rápida, que quando abre os olhos, se dá conta de que o tempo passou e com ele talvez se tenha ido embora muito do que poderia ser vivido. Fazendo com que o leitor sinta as mesmas sensações que o eu poético, tamanho poder que o texto de Cecília Meireles tem de envolver o leitor, fazendo com que o mesmo vivencie de fato a poesia e a sinta identificando-se e se deixando envolver pelo jogo de palavras.
    Este poema me faz refletir sobre a importância de atentar para as experiências que vivo ou as que muitas vezes deixamos de viver e as implicações de não estarmos atentos a estas experiências. Suscita em mim a vontade de não deixar despercebidos os momentos da vida. E ainda, de ter a sensação de satisfação com relação as minhas ações, não me perguntando “em que espelho ficou perdida a minha face?”
    O retrato de Meireles me faz vivenciar uma situação a qual não vivo, mas posso experimentar. Nesta perspectiva, a poesia vem a ser uma ferramenta muito valiosa na formação do leitor, contribuindo para seu desenvolvimento social, cognitivo e até mesmo emocional. Através dela podemos viajar, vivenciar experiências que não poderíamos na vida real, experimentar o novo. Nos proporciona a descoberta, o elemento lúdico prazeroso, construindo sentidos e significados.

  17. Um dos textos literários que mais me chamou atenção foi “Adivinha quanto eu te amo” de Sam McBratney, com ilustração de Anita Jeram. É um texto infantojuvenil, que tem uma linda e engraçada história de dois coelhos, o coelho pai e o coelho filho. Desde a primeira vez que li o livro fiquei encantada, sorri bastante e depois me emocionei. Logo, o apresentei para minha sobrinha de quatro anos, que também gostou muito e já pediu que eu fizesse (re) leituras.
    Tudo começa quando na hora de dormir o coelhinho proseando com seu pai pede para ele adivinhar o quanto o ama. O pai falou que não conseguia adivinhar. Então o coelhinho fica em pé e estica os braços com grande esforço, no máximo do seu limite e fala: eu te amo tudo isso! Então o coelho pai com braços e corpo bem mais compridos, se estica todo, entrando na brincadeira do seu filho e afirma: eu te amo tudo isso! A partir daí segue uma sequência bem engraçada dos coelhos, um sempre tentando ultrapassar o outro, no sentido de demonstrar que o amor que cada um sentia sempre era maior! O coelhinho sempre encontrava uma forma de demonstrar para o pai o quanto era imenso o amor dele. E o pai sempre levando vantagem pelo seu tamanho corporal “ganhava” esse jogo do filho!
    O texto também é muito rico de ilustração, ótimo para trabalhar com educação infantil e com outras faixas etárias tendo em vista a linda história de amor enfatizada nesse diálogo.
    Por fim, o coelhinho já com muito sono tem uma brilhante idéia, olha para o céu e pensa: é uma bela distância! Então afirma: eu te amo ATÉ A LUA! O pai coloca-o no braço, deixa-o na sua caminha dá um beijo de boa noite, deita-se ao lado dele e sussurrando finaliza: Eu te amo até a lua… IDA E VOLTA! Moral da história, o amor fraterno não tem limites, pois trata-se de um sentimento de carinho, dedicação, confiança e respeito mútuo, sem qualquer outro interesse que não seja fazer o bem e que, portanto é impossível de ser medido!

    Referência: McBratney, Sam. Adivinha quanto eu te amo/ texto de Sam McBratney; ilustração de Anita Jeram; [tradução Fernando Nuno]. – 3ª Ed. – São Paulo: WMF Martins Fontes, 2011

  18. ROCHA, Ruth. Romeu e Julieta. 14 edição. São Paulo: Ática, 2003.

    O livro Romeu e Julieta, de Ruth Rocha, é uma adaptação infantil do clássico de William Shakespeare. A história aborda sobre um reino muito engraçado onde tudo era dividido pela cor. No seu jardim, todas as flores eram separadas pelas cores e as famílias de borboletas moravam no canteiro que tinha a cor idêntica a sua e de forma alguma podiam se misturar. Julieta, filhinha da família de borboletas amarelas, sempre ficava triste por não poder conhecer outros canteiros. Com Romeu, filhinho da família das borboletas azuis, isso não era diferente. Certo dia, Romeu foi convidado por seu amigo Ventinho para conhecer lugares diferentes. Como tinha muita vontade de conhecer outros lugares, aceitou seu convite. Seu amigo o levou para passear no canteiro amarelo e foi lá que ele conheceu a borboletinha Julieta. Os dois ficaram muito amigos e o Ventinho os levou para conhecer diversos lugares divertidos e coloridos. O problema foi que nessa aventura eles acabaram se perdendo e seus pais, depois de muito relutarem, tiveram que sair de seus próprios canteiros e se unir para encontrar os filhos. Graças à amizade de Romeu e Julieta, as diferenças foram deixadas de lado e todas as borboletas passaram a viver juntas, transformando o jardim num espaço maravilhoso e muito colorido. Como grande lição, traz que para que as coisas funcionem de maneira harmonioza é preciso saber lidar com as diferenças do outro e perceber que o mundo só será melhor se todos juntos contribuirem para isso.
    A leitura desse texto proporciona uma ótima experiência de leitura, já que sua história é simplesmente linda e fascinante. Esse é um ótimo texto para ser explorado em sala de aula. Como apresenta uma função pedagógica, já que aborda sobre as diferenças como fator de isolamento e enfatiza a importância da união e da amizade, é um excelente texto para ser trabalhado com as crianças.
    O texto apresenta diversos aspectos que contribui para a formação da criança não só como leitor, mas também como cidadão crítico acerca de determinados valores que a sociedade incute sem termos consciência. Para a formação de leitor, é um texto enriquecedor, pois apresenta uma linguagem que proporciona ao leitor um envolvimento com a história, facilitando assim o seu entendimento. Estimula também a imaginação da criança e permite que ela vivencie experiências que não fazem parte do seu cotidiano. É um texto que coopera também para a formação de leitor de imagens, já que contém ilustrações coloridas e diversificadas, que chamam a atenção do leitor e contribuem para o entendimento do texto.

  19. Entre tantas poesias, prosas que me envolvem e chamam minha atenção destacarei apenas uma, que é da autoria de Cecília Meireles e tem por título A arte de ser feliz. Escolhi esse texto literário, pois ele retrata sobre a felicidade presente nos mínimos detalhes da vida.

    Às vezes é difícil percebermos o prazer nos detalhes das paisagens que nos cercam e das coisas que compõem o nosso dia, talvez devido à correria cotidiana ou por uma falta de sensibilização, não paramos para olhar em volta e perceber a beleza: das flores, das árvores e suas sombras, da brisa, o privilegio de poder enxergar as cores de tudo que nos cercam, de observar os passarinhos e ouvi-los logo de manhãzinha cantando e anunciando a chegada de mais um dia, ou seja, mais uma vez que acordamos para a vida e que temos a chance de fazermos novas escolhas e tomarmos decisões importantes.

    Com esse texto literário o leitor aprende a valorizar a vida, a felicidade que ela nos oferece nas coisas mais simples que a compõe, mas por displicência nossa não enxergamos tanto quanto deveríamos. Além disso, Cecília Meireles retrata de forma sutil o impacto que os pequenos gestos de gentileza causam tanto nas pessoas como no ambiente físico, eles também fazem toda a diferença, pois estimulam a esperança de um bom dia ou de um futuro melhor.
    Enfim, acredito que a leitura da prosa A arte de ser feliz pode influenciar de forma benéfica na mudança de hábitos do leitor, possibilitando-o um novo olhar sobre a vida, com mais sensibilidade.

    A arte de ser feliz

    HOUVE um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos
    dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz.

    HOUVE um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.

    HOUVE um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, a às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.

    HOUVE um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra
    esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde e em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma regra: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.

    MAS, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

    Cecília Meireles

    Disponível em: prosaemverso.br.tripod.com/prosaemverso/id52.html

  20. UM GAROTO CHAMADO RORBETO – Autor: GABRIEL O PENSADOR.

    Ao observar-mos o título do livro “Um garoto que chamado Rorbeto”, o nome “Rorbeto” nos chama muita atenção. Ficamos a nos questionar: “Rorbeto? Não seria Roberto?”. Mas ao desenrolar da história Gabriel o Pensador vai nos contando de uma maneira bem interessante quem era Rorbeto e porque seu nome era assim. A vida de Rorbeto era cheia de alegrias e aventuras. Por uma pronúncia errada de seu nome o “r” não saiu no lugar correto: Rorbeto/Roberto.
    Ao irmos desvendando a história contada pelo autor, imaginamos que se trataria do relato de um garoto que teria passado por muitos constrangimentos em sua infância por causa do nome “incorreto”. Mas na verdade não era nada disso. Rorbeto descobriu que tinha seis dedos em uma mão e achava isso uma vergonha, pois era o único que tinha seis dedos em uma mão só. Porém quão grande foi a sua surpresa! O que era entendido por ele como um “defeito”, foi visto pelo seus colegas como uma vantagem, uma virtude, pois com a mão que tinha seis dedos Rorbeto tinha a letra mais bonita que a dos demais da escola, e eles assossiaram essa habilidade com o fato de Roberto ter um dedo a mais que os outros, fazendo com que todos quizessem também ter essa “vantagem” de ter seis dedos para escrever bonito igual ao garoto Rorbeto.
    Gostei muito desse livro literário, e confesso que me surpreendi com a história, pois me fez refletir quanta pureza há no coração das crianças, onde não enxergam preconceitos e não descriminam a diferença. Acho que vale muito apena trabalhar um livro como esse com nossas crianças, pois além de contar uma linda história, nos faz enxergar valores de amizade, respeito e admiração.
    Concerteza foi muito bem merecido o prêmio que o livro ganhou: PRÊMIO JABUTI 2006, como o melhor livro infantil.

  21. Gente é sério, cadê o meu comentário??????
    Eu postei ontem de tarde, como é que não tá junto com os outros agora!
    estou enviando novemente hoje, e espero sinceramente que ele não suma…
    obrigada!!

  22. O Esplendor

    E o esplendor dos mapas, caminho abstracto para a imaginação concreta,
    Letras e riscos irregulares abrindo para a maravilha.

    O que de sonho jaz nas encadernações vetustas,
    Nas assinaturas complicadas (ou tão simples e esguias) dos velhos livros.

    (Tinta remota e desbotada aqui presente para além da morte,
    O que de negado à nossa vida quotidiana vem nas ilustrações,
    O que certas gravuras de anúncios sem querer anunciam.

    Tudo quanto sugere, ou exprime o que não exprime,
    Tudo o que diz o que não diz,
    E a alma sonha, diferente e distraída.

    Ó enigma visível do tempo, o nada vivo em que estamos!

    Álvaro de Campos, in “Poemas” Heterónimo de Fernando Pessoa. http://www.citador.pt/poemas/o-esplendor-alvaro-de-camposbrbheteronimo-de-fernando-pessoa.

    A poesia apresentada trás uma reflexão sobre o que podemos encontrar nos livros, que é esse mundo de imaginação, perpetuação dos sonhos, que pode ser também uma transmição de informações ou algo relacionado a sensibilizar as pessoas, entre outros. Mas o que seria esse Esplendor? Seriam as maneiras como os textos, poesias, estórias, nos são apresentadas, com mágicas, surpresas, emoção? Ou apenas como esses enunciados tendem a modificar e a instruir-nos a acreditar e puxar para nós tudo o que é exposto?. Enfim é nesse estado de descobertas que se passa toda e qualquer poesia, cabendo a cada indivíduo quando apresentado a ela, viajar e percorrer um universo surreal elaborar suas próprias conclusões.
    Na frase “o que de sonho jas nas encadernações vetustas” entendo que o autor pode estar querendo expressar que o conteúdo, o que está no interior dos livros, deve ser pensado e sentido como algo maravilhoso, possuindo um significado impar em despertar sensações, mesmo estando em encadernações, ou outros tipos de suportes antigos, e velhos. Em que mesmo a tinta remota e desbotada não pode tirar toda a inspiração que um dia foi proposto em cada palavra, em cada verso, em cada pensamento ou sentimento que se quis passar. O que de certa forma foi nos livros, nos textos, nos anúncios como a própria poesia cita, exposto com o sentido de negar a vida cotidiana, o que entendo desse trecho é que muitas vezes nós podemos expressar com as palavras e deixar eternizado nos livros, o que não é bem aceito na sociedade.
    Ao mesmo tempo em que vejo o poema como uma critica a coisas que acontecem em nosso dia-a-dia que vemos e ficamos calados, vejo também como uma forma de valorização do livro, da leitura, da produção textual, pois é em alguns desses momentos em que estamos refletindo e transformando nossos sonhos, desejos, conquistas, ou decepções em palavras, que nos distanciamos das dos problemas que sempre norteiam nossas vidas. O autor conclui “Ó enigma visível do tempo, o nada visível em que estamos!”, é interessante sentir que esse enigma talvez seja a forma com que a poesia é composta, de como pela palavra esse tempo pode parar, e ficar guardado, e que o nada em que vivemos pode ser o modo em que realmente vivemos o concreto em que se passam todos os sonhos.
    Para um leitor em formação, é necessário que o professor no caso na escola, ou pais, responsáveis, etc., atuem de forma a sensibiliza o futuro leitor para as significações que uma poesia deve conter, e não para o modo de sua organização, pois a poesia mais do que estruturada deve ser sentida, e entendida como fonte de sonhos e realizações que podem ser vivenciadas pelo leitor, à medida que ele vai avançando na leitura. A importância de se trabalhar uma poesia em sala de aula e na própria vivência se torna singular pelo fato dela proporcionar a expansão da criatividade e conhecimento do real.

  23. MACHADO, Ana Maria. Bisa Bia, Bisa Bel: novela. 3 ed. São Paulo: Moderna, 2001.

    O livro conta a história de uma menina, chamada Isabel, que encontra a foto da sua bisavó Beatriz em meio a uma das arrumações feita pela sua mãe. A jovem não sabia da existência dessa avó. A sua mãe explica que aquela foto foi tirada quando a sua Bisavó ainda era uma criança e que já faz muito tempo, por isso não a conheceu. Bel considera a foto da sua Bisa Bia muito bonita, a coisa mais fofa do mundo, então decide carregar a foto para cima e para baixo. Ao longo da narrativa nota-se que a menina demonstra muito respeito e carinho pela sua Bisa Bia, sabe que sua bisavó já morreu, mas sente que esta mora dentro dela. Encantada com a situação em que estava vivendo, Isabel não largava mais o retrato. Levou para escola e mostrou para todos, inclusive a professora de história D. Sônia. Em uma das suas brincadeiras com alguns amigos perde o retratado, e fica muito triste. A partir daí a sua imaginação começa a fluir e passa a conversar com a sua Bisavó, começa a interagir com uma voz que sai do seu inconsciente. Em uma dessas conversas, Bel descobre os valores e costumes do passado. A Bisa Bia se tornou uma das suas melhores amigas, como se realmente estivesse convivendo com ela, pedindo ajuda, fazendo confidências e recebendo conselhos. A sua imaginação não para por aí, em alguns momentos a menina entra em conflito com a sua bisavó e acaba ouvindo uma segunda voz misteriosa. Com o tempo descobre que essa segunda voz é da sua bisneta. As três passam a conversar, evidenciando o encontro do passado (Bisa Bia), presente (Isabel) e futuro (Beta). De volta a escola Isabel encontra D. Sônia, sua professora de história que devolve o retrato da sua bisavó, diz que um dos seus amiguinhos o encontrou e pensou que pertencia a sua coleção de retratos antigos. A partir da história do retrato da bisavó de Isabel a professora sugeriu uma pesquisa sobre o tempo em que avós viveram e sobre o futuro dos netos que virão.
    As questões abordadas neste livro nos fazem refletir sobre a nossa vida, pensar sobre os valores evidenciados pelas relações familiares que podem estar presentes na vida de qualquer pessoa, independente da idade. Destaca o respeito e o carinho que muitas vezes demonstramos para algumas pessoas que nem conhecemos, mas que acabam influenciando nas atitudes que tomamos no presente. O diálogo de Isabel, ou melhor, de Bel, com sua avó, Bisa Bia – e, depois, com sua futura bisneta é uma mistura encantadora do real e do imaginário, nos fazendo perceber as mudanças no papel da mulher na sociedade. O desfecho da história nos estimula a pensar sobre o que cada um pode fazer para melhorar o mundo, e como pode aproveitar o que cada um já fez antes, para melhorar um pouco mais. Quando a professora D. Sônia sugere para os alunos uma pesquisa, possibilita que estes conversem com a família, com os amigos, imaginem e sonhem com as bisavós e bisnetos. Acredito que a história relatada no livro é muito boa e pode ser trabalhada nas séries dos anos iniciais do ensino Fundamental. A leitura desta obra despertou em mim um sentimento de alegria. Diverti-me muito ao ler algumas situações cômicas vivida pela protagonista. Percebi que a leitura desse livro não é cansativa, pois a autora utiliza uma linguagem que chama atenção dos leitores. A obra não apresenta termos técnicos, palavras com significados complexos, tornando o texto menos denso. As ilustrações presentes no livro têm uma função de complementaridade do texto, permitindo ao leitor fazer interferência.

  24. TRINDADE
    A vida é uma planta misteriosa
    Cheia d’espinhos, negra de amarguras,
    Onde só abrem duas flores puras
    Poesia e amor…

    E a mulher… é a nota suspirosa
    Que treme d’alma a corda estremecida,
    É fada que nos leva além da vida
    Pálidos de langor!

    A poesia é a luz da mocidade,
    O amor é o poema dos sentidos,
    A febre dos momentos não dormidos
    E o sonhar da ventura…

    Voltai, sonhos de amor e de saudade!
    Quero ainda sentir arder-me o sangue,
    Os olhos turvos, o meu peito langue…
    E morrer de ternura!
    (Álvares de Azevedo)

  25. Trindade foi poema que mais me chamou atenção, o qual retrata a característica marcante do poeta Álvares de Azevedo, pertencente à segunda geração romântica, cujas produções datam do período de 1840 e 1850, egocêntrica e individualista. Trindade expressa à interpretação que faz da existência, da morte, da angústia, da solidão, da melancolia da vida, dos desenganos amorosos.
    Nesta obra fica evidente que valoriza a poesia e o amor. A poesia é considerada como refúgio para seus conflitos, já o amor constitui-se como sendo a própria poesia.
    A poesia, o amor e a mulher são, pois aspectos semelhantes que despertam sentimentos similares. Todos estão estritamente ligados.
    Anseia pelo amor, por algo perdido, quando diz na última estrofe “voltai, sonhos de amor e de saudade!”. Percebe-se seu sofrimento, que almeja vivenciar o amor.
    No decorrer do poema apresenta o pessimismo como sentimento marcante, entretanto percebe-se que, nessa obra, a mulher aparece como musa inspiradora. Essa constatação, portanto, só é possível porque em seus versos, a mulher ora aparece como anjo, pura e virginal, ora como uma figura, sensual e sedutora.
    Compreendo que as obras de Álvares de Azevedo retratam um momento marcante na literatura brasileira que foi o surgimento de uma tendência chamada de Ultrarromantismo, sendo denominada também de mal-do-século. Assim essa obra de Álvares de Azevedo retrata a importância do Ultrarromantismo brasileiro que contribuiu para que o leitor possa se apropriar de uma literatura genuinamente autêntica e completa.
    Referência: ÁLVARES, de Azevedo. Lira dos vinte anos. São Paulo: Paulus, 2005.

  26. Poeminha do Contra

    Todos estes que aí estão
    Atravancando o meu caminho,
    Eles passarão.
    Eu passarinho!

    Mario Quintana

    Este pequeno poema, chamou a minha atenção por apresentar um contexto real de vida, em que podemos nos retratar nele, quem não conhece alguém do contra? ou até já não foi vítima de algo desagradável, ao encontrar no seu caminho pedras de tropeço que o fizeram voltar para trás, no entanto o poema nos revela uma convicção que ” todos estes que aí estão, atravancando o meu caminho, ele passarão”, ou seja, não se preocupe, porque aqueles que te fazem tropeçar, que estão impedindo o seu caminho, eles passarão.E, a última frase do poema revela a realidade daquele que buscar progredir em seu caminho “eu passarinho”. A figura de um passarinho nos faz refletir em muita de suas ações e a qualidades, o passarinho que faz a construção do seu ninho, pode voar livremente, produz belos cantos …quem sabe não podemos tirar esses lições de um passarinho, construir nossas vidas,vivê-la intensamente e com alegria não dando tanta importância aos “do contra”.Esse poema descreve uma experiência vivida pelo autor, quando tentou por três vezes uma vaga à ABL, mas em nenhuma foi eleito, ao ser convidado a candidatar-se uma quarta vez, e mesmo com a promessa de unanimidade, o poeta recusou, também por este motivo do autor ter descrito uma vivencia, o poema trouxe para mim uma realidade significativa.

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